sexta-feira, 3 de abril de 2009

De mim para mim

Olhei para a vida.
Atentei-lhe na entranha, na víscera no colossal da sua essência. Achei-a instância “necessitária” da compaixão humana, da caridade transeunte, da mão divino-espiritual de um Deus qualquer.

Quem vive sem as pretensões de amor, paixão, felicidade? Ninguém.
De fora para dentro, vive-se entre o american way of life, concreto, terreno e inspirativo, até à demagogia (incorpórea e confusa) do sincretismo social.

O Homem que procura mais prazer do que aquele que consegue dar, que não se identifica com a dualidade de género, com a sua própria singularidade e diferença... é um protagonista "dramo-cataclista" do seu próprio púlpito. Veste-se (ou despe-se) da incompreensão, da decadência e da clara vegetação espiritual. Precipita-se nos habitáculos “casulares”, quadrados, anencéfalos do cosmopolitismo contemporâneo.

Entre a vaidade, a luxúria, a bonomia e a certeza de ser extremamente genial, reside o Homem realmente justo, transparente e bom. Este é Homem bilateral, inteligível, endeusado pelo europeísmo histórico. Sou reflexo d'[E]ele.

Vivo num duelo de mim para mim. Como um gladiador diletante que tem comportamentos inacreditavelmente trepidantes.

Sem mais,
Luís Gonçalves Ferreira

3 comentários:

  1. Espreita o meu post de 12 de Agosto de 2007. Chama-se "Eu e a Outra Eu" e vai ao encontro do que aqui dizes (embora numa linguagem muito mais coloquial que, eu já sabes, sou daquelas que se treinou a falar para electricistas e afins...
    ;)

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  2. uauu, adorei. escreves mesmo bem :)

    Beijinho Luis

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  3. interessantes as observações que teces acerca da dualidade...
    bjs

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