quarta-feira, 29 de abril de 2009

A um poeta

Tu, que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno,

Acorda! É tempo! O sol, já alto e pleno,
Afuguentou as larvas tumulares...
Para surgir do seio desses mares,
Um mundo novo espera só um aceno...

Escuta! é a grande voz das multidões!
São teus irmãos, que se erguem! são canções...
Mas de guerra... e são vozes de rebate!

Ergue-te pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faz-te espada de combate!

A Um Poeta por Antero de Quental

Temos o futuro a levitar na palma da mão. Fugimos. Resistimos, vezes demais, aos projectos arrojados que ele nos segreda ao ouvido.
O Futuro sou eu. O futuro são vocês. Somos os sonhadores, os 'soldados do Futuro'.
Um Portugal adormecido é convidado a acordar. Há séculos e séculos que assim o é.
É um Império que nos espera. Um império Espiritual, de Pessoa e de Quental, que fita o futuro.

Sem mais,
Luís Gonçalves Ferreira

3 comentários:

  1. Por vezes gosto de esuecer que existe um futuro!

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  2. Isso mesmo. Somos nós que caminhamos para o futuro onde (ainda) nada está decidido e só depende de nós construi-lo. "Somos os sonhadores, os 'soldados do Futuro'" e cabe a nossa geração, principalmente, meter as nossas ideias e consciencias em marcha. Temos que lutar por ele sem medo e estar preparados para tudo uma vez que todos os dias há "fenomenos" a surgirem incessantemente e que forçam as nossas ideias a transformarem-se indefinidamente.
    Como já ouvi em algum lado: tudo o que fazemos, de mal ou de bem, é para nós.

    Beijinho Luis

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  3. "Acorda! É tempo!"
    (as vezes que eu repito isto por dia não têm conta... e ninguém parece querer ouvir. Não desisto, caramba, jamais desistirei!!)

    Beijo!

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