segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Em Alijó...

Alijó, Vila Real

... (Trás-os-Montes) vive um plátano (mais que) centenário enorme, um autêntico colosso. Espantei-me com a enormidade da copa da árvore. Aproximei-me. Li, em voz alta (como tanto gosto), esta mensagem. Ela havia sido plantada, no seu tronco, a correntes, por um ser qualquer. Reli-a e arrepiei-me. É uma súplica de um ser que não fala, mas que se cruzou com alguém que, com mestria, soube apelar à decência daquele que se acha o todo poderoso humano. É uma mensagem que nos faz pequenos pela veracidade crua das palavras.

Gostei particularmente do seguinte parágrafo:

"Eu sou o cabo da tua enxada, a porta da tua morada, a madeira do teu berço e o conchego do teu caixão".

Sem mais,
Luís Gonçalves Ferreira

4 comentários:

  1. Não esperava algo assim.
    Parece um ameaça em espécie de alerta, para os que lêem o cartaz, e fazem para que não se preservem estes seres.
    Intimidativo até.
    Adorei esta pérola :)

    Beijinho

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  2. "Tu que passas, olha-me bem..."
    Que frase tão provocante vinda de uma árvore.
    Uma provocação positiva, que visa suscitar o nosso estado de alerta para a dádiva que é a natureza em geral e as plantas em particular.
    Já fiz amor debaixo de uma árvore, já sorri, já rebolei, já fui feliz.
    As sua copa é o manto de serenidade que precisamos. Os seus ramos são o abraço mais colorido que podemos ter.
    Gostei. Invejo-te por teres estado lá. :)
    Um abraço!

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  3. Alijó! O presidente dessa terrinha é primo do meu pai xD
    *

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  4. Wow, também eu me arrepiei. Uma súplica maravilhosamente provocante que marca (ou devia marcar) quem o lê.

    Só tu para nos mostrares coisas destas, Luís. beijinho maior que a copa dessa árvore :P

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