quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Porta-aviões ao fundo

Manuela Moura Guedes confirmou hoje ao PÚBLICO a demissão da direcção de informação da TVI depois da suspensão do Jornal Nacional que apresentava e coordenava e que amanhã regressava depois de um período de férias. Moura Guedes revelou que tem pronta uma peça com notícias novas sobre o caso Freeport, feita por uma jornalista da sua equipa. “Temos pronta uma peça sobre o Freeport, com dados novos e, como sempre, documentados”, disse a jornalista, recusando-se a fazer mais comentários.
Notícia Público (na íntegra)

Eu começo a ter nojo de viver num país assim. SóCretinos é que fazem uma censura descarada como esta.

Às tantas sinto-me na Venezuela. Aqui a revolução é a do Magalhães e as favelas são as mentes que ficam indiferentes a este tipo de ingerências e jogos de poder.

Luís Gonçalves Ferreira

8 comentários:

  1. Não me parece uma "censura descarada", antes me parece uma tentativa de o fazer parecer.
    Em plena campanha eleitoral cada um luta como pode, e o "povinho" acredita nas verdades e mentiras que quer, pena é nunca (ou quase nunca) se vir a saber da verdade nua e crua!
    Mas isto são só disparates!
    Porta-ta bem ;)

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  2. Catarina - Sim, é verdade. Isto cai que nem ginjas nas frases que enterram as políticas e as politiquices do Governo PS. Mas, sejamos sinceros, depois de tanta confusão na TVI, com a PT, com Marinho Pinto, com o Freeport, com o ódio de estimação SóCretino pela liberdade de expressão, não me admira que as garras socialistas se fizessem ver. Não digo agora, porque o timing é assombroso em termos políticos. E, acredito, se este é um jogo político socialista houve um qualquer erro de cálculo em relação à destituição do Jornal de 6.ª.
    Mas isto irrita-me. Irrita-me porque não me espantam estes atentados gordos contra as liberdades. Irrita-me porque já não suporto este Governo patrão que estimula o medo e a opressão. Irrita-me porque tenho medo de viver mais assim. Irrita-me porque não consigo imaginar uma nova legislatura com um Sócrates no poder.
    A sorte (ou azar) é que as eleições são já em Setembro. Um Beijo

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  3. O trocadilho foi soberbo xD
    E como já te disse: 25 de Abril pelo cano abaixo e mais...Vasco Polido Valente no desemprego...loool

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  4. Ainda há pouco estive a falar sobre este assunto aqui com a famelga. houve alguem que me disse que tinham suspendido o jornal da moura guesdes..:s
    ja nao percebo nada!
    Acho que a partir de agora vou começar a ver os bonecos na vez do telejornal!!
    Bahhh...

    Beijo**

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  5. Não podia estar mais de acordo...que república deprimente:(
    Bj

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  6. Olá Luis,

    Não podias ter feito um comentário mais assertivo. Altamente...

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  7. Que aquele jornal de 6ª é jornalismo do mais rasca é verdade... E que não me digam o contrário. Agora, que não deveriam haver interferências politicas na suspensão do jornal da Moura Guedes, não deviam. Mas é este o sistema que temos. Que vamos fazer?? Não é perfeito, é verdade. Os governantes são humanos.
    A democracia não é praticada na sua essência, e nem nunca será. Espero ser ainda do tempo em que surja uma democracia remodelada, com menos injustiças!
    O governo de Sócrates é fraco, é verdade. E estas situações revelam a prepotência do estado. Mas aonde é que está a alternativa? Eu não a encontro! Quem me garante que o próximo governo não será também ele protagonista de casos como este ou bem piores?
    E este nem é o caso que eu considero pior proveniente do seio do partido socialista. Ainda sou muito verde, não sei se estou a dizer asneira, mas cá vai: e a pedofilia?? Aquele assunto que à uns 5 anos atrás era tão chocante, que foi abafado pelo tema do apito dourado? Nunca mais ninguém ouviu falar das crianças da casa pia, não se sabe muito bem como tudo ficou. Os envolvidos? Políticos!
    Os cidadãos são uns matrecos nas mãos dos governantes e só servem para pagar impostos. Mais nada.

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  8. Sara - Mesmo sendo rasca (coisa que eu estou 100% de acordo, até já o disse aqui), o Jornal NÃO PODE ter ingerências governamentais. Ou melhor, a Prisa não deve privar o seu público do Direito de ser livremente informado. A compra da TVI pela PT, aqui há tempos, já nos adiantava um mal-estar que se vivia dentro da TVi e uma coisa muito pior: O Governo havia tomado conhecimento da comprar de uma estação pública por uma empresa com uma golden share pública, e não fizera nada. Aliás, perante o tipo de governo Sócrates, é de adivinhar que o "nada" foi um "tudo", uma aprovação, porque nada fizeram (antes da notícia vir a lume) para impedir o negócio. Repara, um político deve pautar a sua actuação pela decência e transparência. A culpa não é da Democracia nem do Estado, mas sim dos CIDADÃOS. Nós devemos criticar e tentar mudar as coisas, não podemos viver com os "eu não encontro" nem com meras queixas de uma democracia injusta. As injustiças são geradas pelas pessoas que vivem com a consciência do Justo, e não pelos Tribunais encarados como processos desvirtuads de humanidade. A mudança não é nos políticos mas em nós mesmos, nos que votam. Não são os políticos que são rasca, são os cidadãos que não prestam. A situação do Estado não é culpa da classe política, nem dos trolhas, nem dos professores, nem dos Médicos, nem da Maria das limpezas. A culpa é dos iletrados que se tomam para sempre como burros. A culpa é dos jovens que se tomam para sempre como irresponsaveis. A culpa é dos políticos que se são ensinados por ouros políticos e que não mudam nem evoluem as suas ideologias. A culpa é dos que se queixam sem votar. A culpa é dos que viam o Jornal da TVI e não se queixaram.

    Eu vi uma vez o Jornal de 6.ª feira e não gostei. Detestei, porque o Jornalismo é baixo e medíocre. Agora, do não gostar do Jornal ao permitir a ingerência política na liberdade de informação vai uma grande distância. Quem disse que um jornal tipo 24H não é necessário no panorama jornalistico português? A pluralidade gera liberdade. Nem que seja de escolha. Agora, sem o jornal rascas mas metediço da TVI ficamos a saber menos coisas. É só contra isso que me revolto: a possibilidade do Estado chegar à informação (ainda por cima privada).

    Um Beijo

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