quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Partos políticos com epidural

Ora, as eleições legislativas foram há muitos meses ou é impressão minha? Se a sua resposta é "Sim", devo-lhe dizer que este país anda em ataraxia ou coisa filosófica qualquer.

Esse síndrome que nos abala ainda nos vai prejudicar, particularmente na resolução dos problemas graves do país. Especialmente nas questões do deficit e da taxa de desemprego. Depois existem essas coisas fantástico-irónico-criativas como o "orçamento redistributivo" (que não lembram nem ao diabo nem a um tal Governo que não fazia Orçamentos Rectificativos) e umas Faces Ocultas e Freeports e, e, e... O despesismo e a subsidio-dependência são dois problemas crónicos que se avultam neste demente país, especialmente em governos de esquerda. O Estado gordo e imenso sempre me abespinhou, mas em Portugal não se sabe viver sem ele. Até os privados gostam de Estado, por incrível que possa parecer. A despesa sobe e vêm mais uns 4 mil milhões para a dívida.

Quando a crise passar a receita terá que ser inevitavelmente expandida, dê por onde der. E os impostos são o local mais rápido e mais ordinário para conduzir a esse equilíbrio. Vocês diriam: Lógico, é o caminho normal. Pois é, mas não há mais barragens para concessionar e o Estado estará (mais) voluptuoso... Então, os motores da economia (especialmente do emprego), as afamadas PME's, vão ser novamente o ferro desoleado desta engrenagem silenciosa.
O caminho deste país preocupa-me muito, seriamente. Não consigo ser optimista quando se condenam gerações e gerações neste vício podre de se gastar mais do que se tem. A notoriedade política ganha-se pelas pontes, as ruas ou os estádios com nomes fixes, de gente importante.

É Portugal. É o Estado. São as pessoas. Somos nós.

Sem mais,
Luís Gonçalves Ferreira

2 comentários:

  1. Deixa lá que o Manuel Godinho (Face Oculta) continua a ganhar concursos públicos!

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  2. O pior mesmo é sermos nós!
    Mas também que se ade pedir a um povo que no estado que se encontrava, encontra e encontrará vota no Srº Desgraça (Sócrates). É o que temos.


    Quanto ao meu post: acho que a nossa excessiva dose de sencibilidade é a chave do processo mulher-homem :)

    Beijinho Luis.

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