domingo, 27 de dezembro de 2009

Natal 2009

Volveu-se o Natal, mais um ano. A ansiedade passa com o tempo. No dia 24, a espera pela meia-noite perdeu a graça e diluiu-se num outro encanto, bem mais belo e emocionante. Agora, com mais maturidade, junto-me às conversas giras das pessoas grandes e sou diferente. Inevitavelmente. E a fatalidade é engraçada e não custa tanto como concepcionava aos quinze ou aos dezasseis. Quem está na adolescência não perceberá esta mensagem. Digo-vos que a entenderão mais tarde, quando abraçarem tudo de forma diferente. Por que é a alma que aquece e abraça e cumprimenta. O Natal foi e será bonito pela família. Essa catrafilada de embrulhos vai-se diluir em sonhos imateriais. É estranho mas bom.

Sem mais,
Luís Gonçalves Ferreira

2 comentários:

  1. Como disseste Luis, já que vivemos em democracia e gozamos de liberdade suficiente para nos exprimirmos, sou livre de pensar como quero. Nunca neguei a minha posição na sociedade: sou uma pessoa extremamente conservadora, e isso leva-me a tomar uma posição em nada leviana no que toca a este assunto!
    Como tal, sim, discordo plenamente do casamento homossexual. Já é mau existirem comportamentos desviantes na sociedade, quanto mais aprová-los e alterar o Código Civil!
    Mais, acho que uma decisão destas deveria ter ido a votos, tal como a questão do aborto e possivelmente, o assunto da eutanásia. Mas enfim!
    Que te poderei dizer mais?
    Não é opção, é genético.
    Custa a aceitar a doença, custa a aceitar a diferença, custa a aceitar tudo o que foge à norma. E por isso mesmo, eu não sou obrigada a aceitar. Pelo contrário. Questiono-me antes pela moralidade e pela ética!
    Pode não parecer, mas isto tem um grande impacto na sociedade! É um grande passo para os verdes, anárquicos e esquerdistas, mas um grande golpe na INTEGRIDADE de uma sociedade tipicamente tacanha e retrógada como a nossa.
    A heterossexualidade assegura a preservação da espécie! E a homossexualidade? O que tem para oferecer? Nada!
    Eu sou de humanidades, estudo a história da espécie. Sei que existem animais homossexuais: causa? mecanismo de defesa a ambientes transformados pelo homem e também, excesso de poluição, por exemplo.
    Sei também que Hitler tentou acabar com esta diferença; objectivo: apuramento da raça superior, igualdade!
    Claro que não defendo Hitler, percebo a ideia dele, embora que não concorde com o método.
    Há parte de mim que aceita a diferença, mas só até determinado ponto.
    Não, nós não somos todos iguais! Daí ser um príncipio dos direitos humanos: luta pela igualdade; que na minha opinião, tem muito que se lhe diga.
    Eu critico e aceito críticas.
    Não sei em que mundo vives tu...mas em vez de me criticares deverias pensar se caminhamos para a utopia ou, no final de contas, um pesadelo, onde tudo seria permitido, não existisse distinção entre o certo e o errado e seriamos verdadeiros self-made-man.
    Sim, cortei algumas coisas como o facto de ela ser cristã.
    Eu também o sou e não disse isso no post, porque vivemos num estado laico e eu não pretendo ofender ninguem...
    Sim, porque se quisermos falar disso, também há assunto de "pano para mangas", como o facto de não católicos celebrarem o natal e outros feriados de índole religiosa.
    Mas como te digo, é só uma opinião :)
    Gostei da tua crítica.
    Percebo o que quiseste dizer! Acredita que há muitos amigos meus que pensam como tu e que me dizem para não ser assim, mas já que vivemos num mundo de diferenças, eu tento encontrar a minha igualdade na escrita! Onde penso, escrevo e sou livre, pelo menos durante esse tempo.

    Passa mais vezes no meu blog que eu hei-de passar no teu!

    Desculpa qlq ofensa.
    Um beijo.

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  2. Sim, é verdade e engraçado como com ideias tão diferentes, ambicionamos ambos o mesmo: o Estado de Direito.

    Óbvio que após um argumento farto de confiança se torna complicado elaborar uma resposta que corresponda à intensidade do teu fundamento.

    Colocando a questão por ordem de trabalhos, devo começar por dizer que a luta pela igualdade vai ser sempre injusta; pois podem-se mudar leis, mas a mentalidade pode continuar "piquena".

    Devo dizer-te que tal como tu, sou pró-activa, e é isso que se pretende enquanto membros de uma sociedade. Se temos direitos, gozêmo-los!

    Aceito a diferença porque viver em comunidade implica aceitarmos o próximo.

    Mais, como também referi, Adolf Hitler, através do seu livro Mein Kampft, mais não fez do que revelar ao mundo a sua loucura, nomeadamente a busca insaciável pelos genes perfeitos que assegurariam a geração perfeita; e isso é mais do que um crime, é mais do que um pecado: é puro terrorismo!

    Acredito que "Tudo vale a pena se a alma não é pequena" e por isso mesmo, mais tarde ou mais cedo, vou acabar por aceitar esta condição humana.

    Um obrigado e um beijo!

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