sábado, 9 de janeiro de 2010

Call Girl


Call Girl
Paulo Gonzo

Entre o fulgor dos teoremas e a realidade, são muitos os que vivem no fio da navalha. No calor do corpo e no despertar da mente, são muitos os que vivem entre o prazer e a dor. Quantos de nós, caros leitores, não vivem entre duas vidas, ou reais ou imaginárias? Muitos, com certeza. Nem todos são Call Girls, mas explicitamente vendem o corpo e a mente por uma vida confortável. Os preconceitos e as pré-conceptualizações mentais estão muito para além do óbvio e do real. Pior é a mentira mental do que a corporal. Pior é a prostituição intelectual do que a física. O corpo, esse mundano material, toma banho e recebe perfumes. A alma, essa celestial nota musical, não se leva nem purifica com tal facilidade. Chegar ao corpo é fácil, mas à alma é tarefa para poucos. Quando conhecer o vosso espírito dou-vos como certos na minha vida. Enquanto duvidar das vossas verdadeiras faces e valores dar-me-ei aos poucos, como quem se testa e vos descobre. É a lei da vida e da sobrevivência. É um escudo anti-sofrimento.

Sem mais,
Luís Gonçalves Ferreira

5 comentários:

  1. Ora nem mais... Muitos podem-nos tocar o corpo, mas é raro aqueles que nos conseguem tocar a alma.
    Feliz dos que conseguem, porque ficam cravados em nós para sempre, seja qual for o rumo da vida...
    Beijinhos*

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  2. Aqui ainda continua a nevar :p
    Beijinho

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  3. Concordo totalmente com tudo o que referes!

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  4. Infelizmente, Luís vejo mais gente a vender a alma do que o corpo. São factos visíveis a olho nu. Bj

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  5. Concordo com minha vizinha aí de cima. Vende-se mais a alma que o corpo. Tenho dito sempre que as pessoas não sabem deixar suas almas saudáveis, e o que o corpo faz, muitas vezes, também apodrece a alma. Não sei, são tantas coisas que nos fazem pensar sobre isso... Gostei muito dessa reflexão.

    Um beijo

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