quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Quando o desfecho é do futuro

Há coisas que nos acontecem, no decorrer da existência, que nos encurralam entre um mar de dúvidas e uma cáfila de soluções. Como tenho condão nem estrela guia, custa-me muito decidir sobre coisas futuras, principalmente quando envolve passos monetários. Recorro a amigos e familiares e não tomo a decisão sozinho, apesar de tendenciar interiormente as opiniões e as argumentações para certo sítio. Deixe de ser persistente quando não tenho razão. Aprendi a ouvir e a pesar os prós e contras, por mais descalabrada que a balança esteja.
Qualquer que tenha sido o caminho fico entristecido e pesam-me as conjecturas de um futuro provável. Sei que isto passa, porque afinal não passa de um telemóvel. Mas, caros leitores, custa-me muito decidir. Como a todos vós, certamente. Tenho saudades em que as decisões não passavam por mim nem a responsabilidade era o meu forte. Ser-se humano em plenitude de direitos custa. Especialmente quando na nossa vida, desde cedo, a utopia do mundo dos sonhos fora destruída. É uma Educação baseada na realidade, esta que recebi. É óptima e eficaz, mas a realidade quotidiana sempre doeu. Por certo custará mais quando a bola de sabão da utopia rebenta, mesmo de frente da nossa cara.

Sem mais,
Luís Gonçalves Ferreira

Ps.: Tudo em seguimento disto.

9 comentários:

  1. Bem, não podes ver tudo dessa perspectiva tão pessimista. Não te esqueças que esse "ser adulto" também te está a trazer vantagens. Muitas vantagens que não tinhas quando eras uma criança. O sabor da independência é saboroso, sem nunca esquecer que todos nós gostamos de privacidade e de ter um tempinho só para nós. Sim, é difícil tomar decisões, mas é ao cometeres erros que vais ter uma atitude mais *coisa* numa próxima vez!

    Beijinho*

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  2. Sofro do mesmo mal... Ando a ganhar mtas raizes com o dinehiro. Acho tudo bonito e quero tudo... E antes, se me dessem asas era mesmo isso que fazia... Comprava tudo!
    Agora?
    "Eu quero, é lindo vou levar...", "hummm, mas sera que preciso? Ainda me vou arrepender...", "Ok, nao levo!"
    E acabo por nao comprar.
    Quer dizer... Se gostar assim mesmo muuuuuuuuito tem de ser senao nao consigo ser feliz xD
    Beijinhooooos*

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  3. "A utopia do mundo dos sonhos destruida".
    Corra lá menino lindo, és jovem de mais para não sonhar, reconstrua essa utopia e se permita viver nos sonhos, extrair deles forças para a dura realidade a que se refere, a do quotidiano.

    "Sonhe como se fosse viver para sempre, viva como se fosse morrer amanhã"
    (Jeames Deam )

    Beijinho

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  4. Fátima - Eu sonho. E Muito. Mas vivo entre um impulso do sonho e o tempero incrível da razão. Neste caso pesou-me mais a racionalidade, porque os sonhos não me pagam nada.
    Obrigado pela sua visita e pelas palavras.
    Beijo!

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  5. Em qualquer decisão você tem 50% de chances de acertos. É uma estatística positiva contra o exagero de quem diz que tá dando tudo (100%) errado. Certo?

    :)

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  6. Luís, eu padeço do mal da indecisão desde que me entendo por gente! Dificilmente tomo uma grande decisão sozinha, sempre consulto todas as opiniões que puder. Claro que me refiro a família e amigos. Eles me fazem pesar de maneira mais eficiente os prós e os contras.

    É mesmo difícil encarar a realidade, ao contrário de você descobri com o tempo que o mundo não era cor de rosa. Mas as mesmas pessoas que tanto tentaram me proteger do mundo real, hoje estão ao meu lado, para ajudar-me a enfrentá-lo. No fim, tudo valeu a pena.

    Abraços!

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  7. "Mas a realidade quotidiana sempre doeu"- As vezes sou racional demais e arrependo-me, parece que quando tomo essa posição perco vida, sim porque o risco faz parte, ensina! Outras vezes deixo a racionalidade e sou louca, mesmo que um louco saudável as vezes termina mal.
    Porra, afinal o que devemos ser? Um meio termo seria o ideal, mas e qual a formula para conseguir tal proeza?

    Beijinho, amigo Luis!

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  8. E quem disse que seria fácil? Não é? Nem sempre iremos escolher o certo, mas temos justamente o poder de aprender com nossas escolhas. Siga, há tanto o que viver! Você irá perceber com a maturidade que nada é capaz de fazê-lo desistir de nada, e que sempre que estiver diante de algum conflito, reflita, pondere, ouse!

    Torço por você!

    Um abraço!

    P.s: Não posso deixar de dizer que esta música aí do lado é simplesmente incrível!

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  9. Querido Luís,
    (quase) tudo o que escreveste eu gosto.
    Obrigada pelas tuas 'verdades contadas de forma clara'. :)
    Este ano vais conhecer pessoalmente, vais ver.
    Shiu, pequenino, não vai ter fim. (Vamos ser todos um bocadinho de nada utópicos, está bem?)
    Daqui a uns dias sai a nossa história.
    E mais uma coisa, meu Luís, vais ver que isso do telemóvel fica tratado.
    Também sou como tu, gosto que as minhas coisas estejam bem. Arrajadas, sem um risco, sem cair, etc. *

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