terça-feira, 30 de março de 2010

Não quero ser escravo de mim mesmo

Fala-se muito de saudade. Toda a gente fala. Eu também falo. É inevitável. É uma coisa que cresce aqui dentro. Imensa. Gigante. Que nos dá nós na garganta e faz soltar lágrimas. As lágrimas são quentes. Eu, loucamente, consigo senti-las frias, quando dói imenso cá dentro. Uma dor que corrói. Mas, hoje, não quero falar de dor nem nada disso que mata sem fazer sangue. Hoje, aos não sei quantos de Março (quase Abril), quero, simplesmente, dizer-vos que é óptimo viver. Com ou sem saudade. Com ou sem negritude. Aliás, é bom viver com saudade e negritude. Eu quero isso tudo. Saber que existe (e conseguir definir ) é sinal que de experimentação real do oposto, inverso... daquilo que conforta e faz feliz o sorriso. E é isso que hoje quero reafirmar: É bom estar triste e sentir saudade. Logo a seguir, como uma mão divina que dá e tira, vem o lado bom. E é isso que quero lembrar: A positividade. Vivamos. Com tudo a que temos direito. Se assim não for, vivemos na escravidão solitária de pouco sentir.

Luís Gonçalves Ferreira

5 comentários:

  1. A vida é feita de bons e maus momentos, bons e maus sentimentos. Cabe-nos a nós , pessoas (sim pessoas, porque o que nao falta ai são humanos que nao sabem sequer como viver, apenas existem) distinguir o bem do mal e dar um rumo aos nossos sentimentos. Todos eles nos muda e fazem crescer. O mau tem o seu lado bom, tal como tudo na vida. E somos nós quem tem o poder de o ver, de o mudar e crescer com isso. Viver com saudade é melhor do que viver sem ela . a saudade dá-nos a certeza que aqela pessoa, aquele momento, foi realmente importante , foi realmente vivido, foi realmente nosso . É bom ter saudades , ainda que doa, é muito bom ter saudades...

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  2. Sou por tudo o que se sente.
    Até pela raiva, pelo desespero, pela tristeza.
    Antes isso do que o nada.
    E quem reflecte como tu não está senão muito vivo.
    Vivamos!, sim.
    Beijoooo!

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  3. "Não quero ser escravo de mim mesmo". E, no entanto, há no que nos define um traço de sujeição e impotência...

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