segunda-feira, 26 de julho de 2010

Desabafo

Nestes momentos de particular sofrimento senti uma incrível falta da tua presença física. Pela primeira vez, pré-senti que isto poderá não resultar assim, como está. O amor não consome tudo, porque não vale por tudo. Sinto saudades, agora, do conforto que o corpo pode dar. Dos abraços... E dos beijos. É como uma chuva de pedras que me cobre a cabeça. É uma tristeza intragável. E um espírito cansado que se apresenta. Peço-te, meu amor, que te mantenhas aí, onde estás, para me dar colo neste momento em que tudo morre, em volta. Não é, como te disse, a morte física que me assusta, mas a morte de sentimentos. Só não sei se isto vai chegar a ti. Se vai chegar a nós, no fundo. E é isto que me consome agora, depois de mais uma noite de sono profundo e uma tarde deitado num quarto escuro qualquer.
Eu amo-te. Com uma profundidade incrível e uma dedicação imensa. E só tenho a agradecer tudo o que tens prestado e tens sido. E só quero aproveitar os leves momentos em os nossos bater de asas se unem, numa imensa sinfonia.

I left my heart on the dance floor.

Luís Gonçalves Ferreira

2 comentários:

  1. "Estranho mas forte", acredita que é tudo que há de mais belo é tudo que não entendemos bem mas sentimos de uma forma inesplicável.

    Continuo aqui. Vai em frente Luis!

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