sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Fundo sepulcro

Desabafar para o papel costumava resultar, mas habituei-me a ti. Irremediavelmente apeguei-me à nossa história e decidi caminhar junto de ti. Fomos sempre os melhores amigos. Companheiros. Estás a destruir tudo ao tentar afastar um pedaço de mim que não consigo largar. Queres-me de uma forma que não sou. Não posso dividir-me em metades e esquecer tudo, porque nunca te obriguei a tal coisa. E sinto-me triste. E desamparado. E às vezes já não estás. É só isso que me preocupa: sofro mais quando não estás.

Luís Gonçalves Ferreira

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