sábado, 16 de outubro de 2010

Chega, coração, chega!

Chegou a hora de parar, coração. Não vale a pena lutar por quem, de direito, já não nos pertence. Aliás, essa coisa da pertença está errada, porque todos nascemos livres e independentes, autónomos, dizem-nos os livros. O amor, esse espiritual prazer, apresenta-nos o contrário, por vezes.
Chega de esgravatar num terreno infértil. Chega de sofrer e chega de tentar recuperar o que está, definitivamente, perdido. Chega de ouvir coisas que não se gosta. Chega de perguntas que querem X resposta e acabam por receber outra. Chega de esperar, todas as noites, dia por dia, por um sinal de um túnel que fechou, faz tempo. Há momentos que batemos, fundo, com o nariz nesse túnel que se achava não ter fim. E chega, principalmente, de pensar que não serei capaz de seguir em frente. Chega. É isso que quero dizer, a mim mesmo, "Chega!".
Dói-me a estupidez deste "chega" e os comportamentos, dia após dia, que metem pé a fundo neste acelerador que está a destruir tudo o que construí com outras pessoas. Mas, basta. É mesmo isso que importa perceber.

Luís Gonçalves Ferreira

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