quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Carta III

Queria-te escrever tudo o que o coração sente por ti, mas a confusão abala-me os pulsos, e a cabeça e tudo o que poderia relevar nesta tarefa. Eu queria-te explicar como me dói perder-te assim. Queria-te explicar, sinceramente, como me custa observar o caminho que isto leva. Quero só que saibas que, provavelmente, foste o maior amor que tive até hoje.  O maior e o de mais valor. Reservo-te, agora que ameaças a saída colossal de ti, um lugar bonito e elevado. Não quero guardar rancores, nem raivas nem ódio. Nunca quis nada disto para nós. Sonhei com o limbo na terra. Sonhei. Foi esse o erro, provavelmente. Esse e dizer-te sempre a verdade. É essa a tranquilidade que levo: Nunca te menti. É provavelmente isto que, para ti, não interessa. Contudo, é isso que me dá descanso e ainda me deixa dormir quando não estás ao meu lado.

O que eu sinto por ti tem um nome, mas já me proibiste de te dizer. O que eu quero tem um sentido, mas revoltas-te quando tento saber de ti. Espanta-me que já não lutes por nada e deixes isto morrer. Estou a ser injusto, por certo. Acho que alimentei uma força que simplesmente não existe.
No dia em que precisei de ti vi-me sem ti.

Espero que sejas muito feliz,
Luís Gonçalves Ferreira

1 comentário:

  1. tão verdadeiro, tão bonito.
    "Nunca te menti", é uma boa lição. *

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