segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Bandeira

Nunca me senti tão acompanhado. O teu sorriso... A companhia da tua voz.
Recordo-me do baloiço da pequenez quando me sentia só. 
Relembro os tempos de escola onde, por máscaras, caminhava sozinho apenas na companhia do oportunismo dos olhos dos outros. As pessoas que não importam não estão cá, para ver isto. A minha professora da primária, que me subestimava o futuro, rir-se-ia de quem sou hoje. Um riso réplica do meu, que seria de escárnio. 
Lembro-me de passar horas com pensamentos sobre os sentimentos dos que me rodeavam. 
Recordo-me do sonho de não crer no amor, mas sempre esperar encontrá-lo. Sobrevivo por cima dos pensamentos, outrora realidade, de quem via no sucesso profissional a única forma de afirmação.
Caminho na sabedoria global sobre mim mesmo. E, caros leitores, prezados amigos, agradeço, do fundo de mim, a quem está comigo, hoje. As crises na vida surgem para expulsarmos os demónios e reciclarmos quem não importa. Ficam os melhores. E um dia, no pico final, a bandeira da conquista será vossa também.

Luís Gonçalves Ferreira

1 comentário:

  1. Pequeno texto, grande mensagem. Quero que sejas muito feliz amigo, tu mereces :)

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