quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mensagens a-textuais

Não vos quero falar de felicidade, nem amor, nem coisas vãs de dentro de mim. Não vos quero contar estórias de encantar ou histórias de uma vida absolutamente igual a muitas outras. Não vos quero pormenorizar as minhas fomes ou sedes ou faces que vejo nas ruas. Definitivamente, não é isso. Prometo não ser isso jurando não saber o que é. É um movimento, constante, doente, de mim para mim, até vós. Não é nada que se possa descrever nem tão pouco escrever. Não são sons, nem metáforas nem desejos. Não são coisas. Não é pó. É tudo o que estas linhas significam no pouco que vos estão a dizer. E são isto as pessoas: metáforas de si - como realidades encapotadas, fingidas, onde a estupidez represente o máximo que se dá a alguém.
Se calhar estou confuso. Deve ser isso. E tenho um recado em cima da mesa que me diz: trabalha e cala-te!

Luís Gonçalves Ferreira

1 comentário:

  1. "Prometo não ser isso jurando não saber o que é.", gostei

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