terça-feira, 24 de maio de 2011

Não sei o te que chamo

Procuras um cheiro, e ele não está. Procuras um corpo, e ele não está. Pedes um desejo, e ele não vem. Procuras, e não encontras. Olhas e não vês. Sentes e nada sentes. É a monotonia das horas, dos sentimentos, das pessoas. E é algo que consome e faz sofrer. É sentir-se que se vai e vem e, sem voltar, por lá se fica: na penumbra do que não se tem. E a maior angústia é a da perda, mesmo daquilo que não se tem, mas que na mente, de mansinho, fomos criando como num drama. Os actores são nossos. As histórias criadas pela nossa cabeça. O tempo é o nosso palco. Os sonhos as nossas luzes. E sobrevive. O actor sobrevive nas suas personagens como eu (sobre)vivo nos meus sonhos. E não existe nada mais pequeno do que sobreviver...
O sol tem asas. De noite não as vejo, mas sei que estão lá. As estrelas para o dia e as asas para a noite: uma tremenda (des)ilusão.

Luís Gonçalves Ferreira

1 comentário:

  1. Oie Sou Fábio Mariz do BLOG (Mariz.Moda), achei seu blog o máximo, já estou seguindo visite o nosso e seja um seguidor!

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