sábado, 24 de setembro de 2011

Sempre tive um sonho e tinha cor azul-de-céu. O sonho era voar. Depressa me disseram que voar era impossível, daí terem inventado as asas de metal e turbinas. Não acreditei, porque algo me dizia que voar era possível... Afinal de contas, eu planava nos sonhos, nas memórias, nas pessoas. Alguém me confessou, um dia, que as asas estão em nós, mas também suspensas a tudo o que os outros nos podem despertar. Como um par imperfeito ou uma moeda de dupla face. Descobri que um sorriso faz voar um coração; um gesto faz voar um sentimento; uma noite faz voar  memórias. O teu sorriso, os teus gestos, as tuas noites fazem-me voar. E é isso mais importante: os voos que consigo realizar contigo, nas nossas imperfeitas asas de cartão.

Luís Gonçalves Ferreira

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