quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Poema ao Vinho

Trago a trago, mel e fado, desliza, rolante, pelas catacumbas do ser. Tinto e doce, amargo em falso, até vinhos merecem preces. Poeta em canto, prosa em verso, que triste inverso.
Cansado, regata a vinha, empola o mosto, resgata a tinta e encosta o gosto. Suave e quente, garganta abaixo. Tinto escarlate, pretexto de engate... poema. 

Luís Gonçalves Ferreira

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