segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Vinte e Quatro

Ao Sol, que é família, porque é lá que a vida nasce, e por lá que se dignifica a pessoa que sou; a estrela-mãe. 
Ao Mercúrio que são os amigos, eles que, por mais diferenças que existam entre si, constroem pontes e provam o infinito que é o amor sem compromisso. 
Ao Vénus, do amor, que me segrede a palavra-passe de um coração e faça acreditar que a intensidade vale sempre a pena. 
Ao regrante Júpiter, que são os afectos, onde consiste a prova que ser intenso vale sempre a pena. 
Ao Plutão - o inexistente -, por provar que, no final do caos, até os escombros têm sentido. É preciso decifrar fins. 
E ao Universo, que é esta química incrível de nos sentirmos felizes de tão bem rodeados que estamos. 
Obrigado, a todos. Até aos infinitos despedimentos, que sozinhos se excluíram: existe um coração que só de boas recordações se alicerça. 
À paz, à satisfação, ao carinho, à atenção, e ao saber que é só uma data que em tudo compromete um ano de autenticidade.

Luís Gonçalves Ferreira

2 comentários:

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