quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Je suis Charlie

Há pessoas que deviam ficar com a boca calada, principalmente em momentos de profunda reflexão, especialmente quando se envolvem mortes e pistolas cheias de sangue. Para a morte em massa, bárbara, terrorista, primária, não há educação, nem religião, nem cultura, nem alternativa. Não há nuance, nem classe política, nem partidária, nem sequer profissional. Para o terrorismo, seja ele ideologicamente cristão ou muçulmano ou judeu, não há segunda nem terceira via. Há uma resposta: o repúdio absoluto. Um repúdio absoluto das ideologias igualmente básicas e primárias como aquelas que vos enchem as bocas para atacar todas as pessoas muçulmanas pela atitude de três. Não foram todos os muçulmanos que os mataram, como os doze mortos não representam o todo que o ataque quis atingir. Não queiram tomar a parte pelo todo, mas queiram ser um todo pelos valores que nos fazem plurais.
Pela democracia, a liberdade, o respeito, pela tolerância: Je suis Charlie.

Luís Gonçalves Ferreira

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