segunda-feira, 28 de setembro de 2015

2.º outono, Francisca

A luz dos nossos olhos celebra hoje o seu primeiro aniversário. 
Não posso conter a felicidade que sinto ao ver a Francisca crescer. É brilhante sentir que me reconhece. É espantoso perceber quando prefere o meu colo. É único vê-la em todos os olhos dos que gostam dela. 
A Francisca transformou as nossas vidas e tornou-se no maior presente que se pode receber. É amor por amor, candura por candura, fé por fé. 
A Francisca é uma luz no absoluto e mágico que a palavra significa. 
Ao seu primeiro aniversário quase caminha, diz claramente mamã e papá, é apaixonada pelo colo da avó materna, gosta de ver os "mus" e as galinhas. Sabe fazer o barulho do leão. Adora que lhe contem até dez no meio dos vestidos dos anjinhos, e fica em êxtase com as cores que vê junto dos milhares de metros de pano que a rodeiam. 
A Francisca, no seu primeiro aniversário, é um milagre vivo. Ela não sabe disso. É a ressurreição da alegria da minha mãe e o final de um Inverno longo, sentido nos corações de todos, após uma partida. 
Francisca rima com amor. Também podia ter sido Júlia ou Benedita e rimaria na mesma. É filha do Outono e os nomes são o de menos na linguagem dos afetos. 
Francisca faz de mim, todos os dias, uma pessoa mais feliz. Especialmente quando dançamos, os dois, ao colo um do outro, por entre poemas feitos de cetim.

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