domingo, 8 de janeiro de 2017

Abandono-me à solidão

Debruço-me sobre a tristeza, sendo-me
Encontro-nos na estranheza.
Lembro saudosamente os outrora corpos fundidos, por
Sorrisos desmedidos.
Esbarro no olhar à sorte e perco-me no desalento.
Um silêncio.
Quero e não encontro -
Somos e nem existimos.
Vida sozinha,
Vida só,
Vida.
Sempre interrogando, sempre duvidando, sempre
Sozinho nas alíneas do pensamento.
Sina das mãos lidas,
Sol de inverno - numa primavera de mil flores.
Desculpo-te por seres demorado.
Depois de quente, a pele ficou tépida,
Frouxa, e agora?
Eis-me triste e só,
Como sempre sou.

Luís Gonçalves Ferreira

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